PAZ  INQUIETA MEU  NOME  É  LUZ

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“Eu sou a Luz do Mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a Luz da Vida” (Jo 8,12). “Deus disse: Que exista a luz! E a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa” (Gn 1,3). “Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte” (Mt 5,14). “A luz brilha nas trevas” Jo 1,5).

São raros os livros da Bíblia que não fazem uso da catequese da luz. O livro do Gênesis, sobre as origens do universo, da vida e da humanidade, começa com a história do caos, das trevas e da luz. Quando Deus fez a luz, a criação começou. Porque na luz estaria a vida; Na Bíblia, luz é sinônimo de vida, fé, decência, moral, enfim, tudo o que é bom. Não é de admirar que Jesus se proclame a luz do mundo e que peça aos discípulos para se deixarem iluminar e iluminarem o mundo, pois seus seguidores, assim como Ele, devem ser luz.

As demais religiões do planeta também seguem a catequese da luz. Escuridão e noite são pecados. Luz é graça, encontro. Deus é luz. Ver a luz, achar a luz, caminhar na luz, ser iluminado, velas, archotes, candelabros, luz do sol, luz da lua, olhar luminoso, rosto incandescente são expressões do ideário de todas as religiões.

Na Igreja Católica, a luz tem um significado fortíssimo. Por isso valorizamos o uso de velas, círios pascais, luzes na missa, no batismo, nos funerais.

No entanto, há algo mais forte. A mística da pessoa iluminada. Pais, educadores e gente que ama e ensina caminhos bons são vistos como mentes ou corações iluminados. Quem apaga uma luz tem mais explicações a dar do que aquele que acende. O mundo não gosta do escuro nem de apagadores de luz. E nossas liturgias apontam para isso.

Quando você apertar o botão para acender uma luz pense em tudo isso. Somos chamados a ser iluminadores e propagadores de luz no mundo. Deveríamos, após nosso batismo, adotar o sobrenome “luz”. Talvez, assim, entendêssemos melhor o porque da nossa fé. Somos filhos da luz. Precisamos viver como tal.

Fonte – Revista Família Cristã.  Autor – José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho)

Professor   Alcides  Trofini          Pastoral Litúrgica

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