Sacramento da Reconciliação

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Alguns pontos importantes que devemos refletir e meditar antes de fazer uma confissão:

É necessário reconhecer-se pecador como nos ensina São João em sua Primeira Carta capítulo 1, 8-10: “8 Se dizemos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e a Verdade não está em nós. 9 Se reconhecemos os nossos pecados, Deus, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça. 10 Se dizemos que nunca pecamos, estaremos afirmando que Deus é mentiroso, e a sua palavra não estará em nós”.

Portanto, faz-se necessário fazer um exame de consciência a luz dos dez mandamentos: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros (João 13,34) antes de se confessar.  Ter consciência da necessidade de acusar o pecado e de se arrepender.

Não falar dos outros ou contar Histórias…

Não banalizar o sacramento da reconciliação, ou seja, não confessar todo dia ou toda semana os pecados dos quais você não se arrependeu. “Deus é misericordioso, mas não podemos brincar com a misericórdia de Deus” (Mons. José Maria F. Braga). “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” –“Com Deus não se Brinca” (Gálatas 6,7).

Não ter medo de se confessar. Medo de quê? Vergonha? Veja então o que o Papa Francisco fala na sua catequese sobre o sacramento da reconciliação ocorrida no dia 19/02/2014:

“Mas, padre, eu me envergonho…”. Também a vergonha é boa, é saudável ter um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é saudável. Quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos que é um “sem vergonha”: um “sin verguenza”. Mas também a vergonha faz bem, porque nos faz mais humildes e o sacerdote recebe com amor e com ternura esta confissão e em nome de Deus perdoa. Também do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que são tão pesadas no meu coração. E alguém sente que desabafa diante de Deus, com a Igreja, com o irmão. Não ter medo da Confissão!

Não basta somente confessar também. É preciso reparar o pecado arrependido. A reparação do erro é a verdadeira penitência como consequência da absolvição sacramental, que não se resume em somente rezar.

O Sacramento da Reconciliação (Confissão) não é mágico, e sim um processo de conversão e amadurecimento na caminhada da fé.

Pense nisso!

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