Procissão de Ramos dia 25/03/2018

0
224

O Domingo de Ramos, que também pode ser chamado de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor” abre por excelência a Semana Santa, relembrando acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Senhor para salvar os cristãos da escravidão do pecado e da morte. Em Matão, o momento é lembrado com a tradicional Caminhada da Fé (Procissão de Ramos), que acontece há 32 anos por iniciativa do padre José Luiz Ferrari e, desde 2009, com o padre Marcelo Jolli e outros párocos da cidade.

A procissão, que tem início às 5h30 da manhã, tem a participação de mais de 5 mil fiéis de Matão e região, e o ponto de encontro será a Paróquia Santa Cruz, na Rua Sinharinha Frota, Jardim Buscardi. De lá, os fiéis seguem até o bairro de Silvânia, onde acontece a missa campal no Estádio Municipal ‘José Luiz Vicente’.
Durante o trajeto de aproximadamente dez quilômetros, ocorre a benção de Ramos, no viaduto localizado no cruzamento da Via Engenheiro Milcíades Bottura com a Rodovia Faria Lima. A Prefeitura de Matão está organizando mudanças no trânsito durante a caminhada para garantir a comodidade e segurança dos participantes.

A Procissão

Tradição puramente católica, a procissão atrai centenas de fiéis todos os anos. Segundo o padre Marcelo, trata-se da crença nos eventos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, com vitória da vida sobre a morte e do bem sobre o mal. “Ele vive eternamente, é vitorioso. A comunidade aclamava com muita alegria e esperança, pois, naquela época, esperavam a liberação politica, econômica e religiosa, que eram impostas pelos donos da lei com rigores absurdos e excessivos”.
Na celebração, ocorre a proclamação de dois evangelhos, o primeiro narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo, depois, o evangelho da Paixão, sobre o julgamento de Cristo. “Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado, sendo vítima de profundos cortes com grande perda de sangue. Apenas com palavras, é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós. Ele foi condenado à morte e pregado numa cruz”, relata o pároco.
A história religiosa mostra que a data é conhecida pelo povo que cortava ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado em um jumento. “Antes, as pessoas tiravam seu manto mostrando total louvor ao Senhor, o que significa despojar para o Rei. Nós fizemos uma memória desse dia, aclamando Jesus como o Senhor da nossa história, atualizando a vida da nossa salvação. Por isso é que se criou o costume de levar os ramos na procissão, pois com ele saudamos Jesus e levamos abençoados para casa”, relata padre Marcelo.
Ainda de acordo com o pároco, a trama começa devido a inveja, desconfiança e medo de perder o poder dos sacerdotes e mestres da época. “Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo aclamava ‘Rei dos Judeus’, ‘Hosana ao Filho de Davi’, ‘Salve o Messias’ e, assim, Jesus entrou triunfante em Jerusalém e, por isso, foi condenado a morte na cruz”.

 

Deixe uma resposta