Ministério de Canto

“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo, porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene”.

“A ação litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada de modo solene com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação ativa do povo” (Vaticano II, A Sagrada Liturgia)

A Pastoral do Canto Litúrgico tem a função de motivar e animar a comunidade nas celebrações Litúrgicas. Na liturgia, o canto une as pessoas, anima e dá vida à celebração.

O canto e a música na liturgia devem ter bem claro o princípio fundamental formulado pelo Concílio Vaticano II: “…a música sacra será tanto mais santa, quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica…” (SC 112c).

A Introdução Geral ao Missal Romano, no número 39, deixa bem clara a importância do canto nas celebrações litúrgicas: “O Apóstolo exorta os fiéis, que se reúnem à espera da vinda do Senhor, a que unam as suas vozes para cantar salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Col. 3, 16). O canto é sinal de alegria do coração (cf. Atos 2, 46). Bem dizia Santo Agostinho: ‘Cantar é próprio de quem ama’. E vem já de tempos antigos o provérbio: ‘Quem bem canta, duas vezes reza’.

Neste número fica bem claro o seguinte:

  • Não deve faltar o canto nas celebrações, deve haver o esforço por cantar em todas as celebrações, principalmente aos domingos e festas de preceito;
  • Cuidar para que o canto tenha qualidade e se faça o esforço por se cantar bem;
  • Que o canto seja alegre, exprimindo “a alegria do coração”.
  • Cuidado na escolha dos cânticos.

O referido documento do Secretariado Nacional da Liturgia, no número 22, faz referência ao cuidado a ter na escolha dos cânticos.

“A celebração da Eucaristia é da maior importância para a Igreja particular (…). Deve procurar-se que cresça a dignidade das mesmas celebrações, para a promoção da qual muito contribui a beleza dos lugares sagrados, da música e da arte”.

Fica bem claro que:

A celebração da Eucaristia deve merecer uma atenção muito especial no que diz respeito à escolha dos cânticos;

A escolha acertada dos cânticos contribui para a beleza e dignidade da celebração da Eucaristia;

A escolha dos cânticos não pode estar ao serviço do gosto desta ou daquela pessoa, ou do grupo coral.

Na escolha dos cânticos deve ter-se em conta a participação ativa da Assembleia.

A escolha e proposta de cânticos devem estar em sintonia com o espírito da celebração – ter presentes as leituras do dia.

Cada momento da Celebração Eucarística tem o seu “espírito” próprio. Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão musical, cada canção tem uma função muito especial. Uma boa escolha de cantos ajuda a assembleia a celebrar e participar da Missa ou Celebração da palavra. Os Músicos não podem apenas “tocar na liturgia”, pois é um serviço e oração. Os instrumentos terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto litúrgico. Não deverão cobrir as vozes, dificultando a compreensão da letra da música. Ao escolher os cantos, especialmente os de abertura e comunhão, tenha-se por base os textos bíblicos do dia e o fio condutor da celebração.