O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

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É sabido de todos que nosso país passa por uma recessão enorme. Desempregos, problemas políticos sérios, incertezas no mercado financeiro, enfim a coisa tá feia prá todo mundo. E diante disso tudo, como manter as contas em ordem? Como equilibrar as contas que surgem a cada dia, sendo que nosso salário não acompanha os aumentos? Eis o grande desafio de uma família: o equilíbrio financeiro! Ele depende da nossa visão em relação ao dinheiro – vivo com ele ou vivo por ele? Esse equilíbrio depende também, da capacidade de planejar bem o orçamento. Há casais que nunca conversam sobre o orçamento da casa, sobre os ganhos e gastos de cada um, e isso pode levar a uma total desavença financeira e conjugal. Colocar no papel nossos ganhos e gastos nos dá uma ideia melhor de como estamos administrando nosso dinheiro. Parece uma conta fácil – não gastar mais do que ganhamos – mas não é tão simples assim. Especialmente quando não nos preocupamos em fazer contas e passamos por cima dos limites do nosso orçamento. Isso faz parte da nossa cultura. Vivemos numa sociedade consumista, numa sociedade de valorização de “status”, de imitar o outro. Há ainda aqueles que gastam demais por desiquilíbrio emocional, compensatório. Pois bem, seja qual for o caso, sem disciplina não há renda que resista.  Ao elaborar o orçamento, precisamos determinar as despesas fixas e despesas variáveis. Normalmente, o que desequilibra um orçamento não são as despesas fixas, mas as variáveis. São aquelas despesas que você não estava contando. Não basta só planejar, o difícil é resistir às tentações e pressões de consumo que enfrentamos no dia a dia; precisamos reconhecer a diferença entre necessidade e desejo. Ao fazer dívidas, não conte com aquilo que você vai receber, mas com aquilo que você já tem. E não pense que só famílias de classes C, D ou E precisem fazer planejamento financeiro, não! A regra é geral e é imprescindível a participação de toda a família. Todos os membros da família são responsáveis pelo equilíbrio financeiro. Não é uma tarefa fácil, mas não é impossível, entretanto, exige disciplina, planejamento, reflexão e disposição para fazer eventuais ajustes.

 

(Silmara Rizzo – Pastoral Litúrgica)

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