Natal é vida! Natal é solidariedade!

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O povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar ao mundo uma grande lição de solidariedade. Esta palavra, “solidariedade”, é frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Solidariedade… quase parece um palavrão! Eu queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Que cada um, na medida de suas possibilidades e responsabilidades, saiba dar sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! A cultura do egoísmo, do individualismo, aquela que frequentemente regula nossa sociedade, não é a que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas, sim, a cultura da solidariedade. A cultura da solidariedade é ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão. E todos somos irmãos!

Queria lhes dizer também que a Igreja, “advogada da justiça e defensora dos pobres, que clama ao céu diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas” (Doc. de Aparecida, 395), deseja oferecer sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento de todo homem e do homem como um todo. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar: a fome de dignidade (Papa Francisco em O Amor é contagioso, editora Fontanar).

            Faço minhas as palavras do nosso Papa, se quisermos um Natal que nos tire da escuridão, da podridão de um país injusto e corrupto temos que fazer alguma coisa, pois a Igreja nos ensina que a política é uma das maiores formas de caridade, porque significa servir ao bem comum. Saiba que é dever de um bom católico interferir na política, oferecendo o seu melhor para que o governante possa governar.

Mas na sua maioria, somos nós que não agimos de boa fé, quando temos atitudes injustos, gananciosas, individualistas, capciosos, vingativas e tantas outras mais. O que nos equipara igual ou pior àquele que não visa o bem comum a todos.

Temos que preservar a vida, nosso supremo bem. Não permitir quae o mal aterrorize ninguém. Olhar para quem tem forme, sede e necessita de uma nova vida. Uma vida que seja sacudida e transformada diante de uma sociedade que ignora aquele que realmente precisa dela.

Não podemos celebrar o Natal enquanto a solidariedade não for em nós transformação, mudança, convicção na busca de um mundo melhor, uma família melhor, uma comunidade melhor. Não podemos mais viver e reclamar diante de uma sociedade que nos leva cada vez mais para a escuridão.

Claro, somos protagonistas deste tempo que vivemos e formamos. A sociedade é cada um de nós, na possibilidade de ser o melhor de si mesmo. Não adiante reclamar ou até mesmo, perder a esperança senão fizermos deste bem que Deus nos deu, fazer valer á penas.

Que bom seria se o espírito natalino tomasse conta de nós todos os dias do ano! Certamente, nossas famílias viveriam amorosamente fiéis uns aos outros, a cumplicidade familiar seria cada vez mais transformadora, a mãe não sofreria tanto, o pai aproximaria mais, os filhos sentiriam mais seguros assumindo seu papel e os irmãos respeitariam mais. Tudo isso não é um simples sonho. É uma realidade que depende de cada um de nós, pois Natal é vida que nasce, é festa da vida, festa da família, não é Papai Noel, árvores enfeitadas, luzes, compras e trocas de presentes sem amor mútuo apenas porque é época e tradição. Saibam disso: Natal é vida! Natal é solidariedade!

 

A todos, sem exceção, meu muito obrigado!

Feliz Natal e Próspero 2018!

 

Com as bênçãos generosas do menino Deus

Pe. Marcelo Ap. Jolli

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