MENSAGEM DE DOM SERGIO DA ROCHA

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Queridos irmãos e irmãs participantes da missa de sétimo dia de minha querida mãe, Aparecida Veronezi da Rocha, a saudosa Dona Cida.

 

Lembro-me com saudade e gratidão dos tempos em que, ainda criança e adolescente, eu frequentava a antiga capela de Santa Cruz, na companhia de minha mãe. O tempo se passou e ela se manteve sempre muito ligada a Igreja de Santa Cruz de Matão, especialmente após a criação da Paróquia. Aí ela participava das missas, da Legião de Maria e do Apostolado da Oração. Foi Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão, colaborou nas festas da Paróquia e no recolhimento do Dízimo, quando ocorria nas casas. Além disso, ela rezava com as famílias do setor onde residia e visitava frequentemente os doentes. Por isso, o seu sétimo dia na querida Igreja da Paróquia de Santa Cruz adquire um sentido ainda maior. A Igreja de Santa Cruz, assim como a Matriz do Senhor Bom Jesus, eram o prolongamento da casa de minha mãe. Ela não conseguindo viver sem a Igreja e sem Jesus. Nos últimos anos, com as limitações da idade, ela já não podia participar da comunidade, como antes, mas continuava sempre muito unida a Igreja, rezando muito e recebendo a comunhão em casa. A cada semana, ela aguardava com grande expectativa a comunhão eucarística. Obrigado aos Ministros e Ministras que levavam a Sagrada Comunhão para ela, trazendo-lhe grande alegria.

 

A Eucaristia é sempre ação de graças a Deus. Nesta ocasião do sétimo dia, a celebração eucarística não perde seu sentido de ação de graças; ao contrário, torna-se uma ocasião especial para louvor e agradecimento a Deus. Com simplicidade, queremos reafirmar o nosso agradecimento a Deus pela vida longa que ele concedeu a minha mãe, por todo o bem que ela pode realizar neste mundo e pelo testemunho que nos deixou. Com ela, muito aprendi, e a ela muito devo a minha fé e vocação. Dentre os seus exemplos, vamos sempre nos lembrar, com gratidão e louvor a Deus, a fé e oração, a simplicidade e humildade, o amor a Eucaristia, a leitura diária da Bíblia, sua grande devoção a Nossa Senhora, a visita aos doentes e sofredores, a acolhida generosa das pessoas na sua casa, a partilha dos alimentos com os necessitados, principalmente com aqueles que batiam a sua porta. Tudo isso é dom de Deus. Por isso, a ele louvamos agradecidos. Ao mesmo tempo, continuamos a suplicar a Deus para lhe conceder o descanso eterno, a recompensa dos santos, no céu.

 

Ela foi amada por muita gente; por familiares e pessoas amigas, muitas das quais puderam estar no seu sepultamento ou participam dessa celebração de seu sétimo dia. A todos, quero agradecer muito, unido aos meus irmãos João e Osvaldo, minhas cunhadas Sonia e Elvira e meus sobrinhos.

 

Renovo o nosso agradecimento, de modo especial, a todos os que estiveram com ela e dela cuidaram nesta última etapa da sua peregrinação terrena: o Hospital de Matão, pelo excelente serviço prestado pelos médicos e enfermeiras, a atenção das irmãs claretianas e a presença fraterna do capelão Pe. Sergio Paravani; a acolhida e o cuidado que recebeu diariamente na casa de Osvaldo e Sonia, onde residiu a maior parte desta última fase de sua vida. Estendo este agradecimento a todos os membros das famílias de meus irmãos João e Osvaldo, a todos os parentes e amigos que puderam visitá-la e aos que a acompanharam no Hospital. Renovo a nossa gratidão a todos os estiveram no seu velório e sepultamento, agradecendo mais uma vez ao Pe. Jorge e a Paróquia do Senhor Bom Jesus, na qual ela também participou ao longo de muitos anos.

 

Muito obrigado a todos os que participam dessa celebração eucarística. Obrigado aos sacerdotes e diáconos, parentes e amigos, religiosas, assim como a toda a comunidade paroquial. Eu queria muito estar presente, como era previsto, mas infelizmente não está sendo possível pela impossibilidade de fazer a viagem de Brasília a Matão. Estou muito unido a vocês em oração. Estaremos celebrando também o sétimo dia na Catedral de Brasília. Obrigado pela presença, pela oração e apoio. De modo especial, quero expressar o agradecimento de nossa família a Dom Paulo Cezar, nosso bispo diocesano e a Dom Eduardo, bispo auxiliar de S. Carlos (assim como ao Vigário Geral, Pe. Marcos Ghidelli). Minha mãe muito se alegrou com a visita de Dom Paulo no hospital e rezou por ele, assim como pela nossa querida Diocese de São Carlos. Agradecemos profundamente ao Pe. Marcelo Jolli e a Comunidade Paroquial de Santa Cruz pela celebração desta missa de sétimo dia, trazendo consolo, paz e esperança para nós. Peço a todos que rezem também por mim e contem com minhas orações.

 

Deus recompense a todos com suas copiosas bênçãos!

 

 

Cardeal Dom Sérgio da Rocha

                                                  Arcebispo de Brasília, filho de Da. Cida

 

 

 

 

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