MARIA…MISSIONÁRIA E MÃE

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14Não está escrito na Bíblia que Jesus tenha enviado Maria em missão nem que não enviou. O que está escrito é que Ele, em missão, se fazia acompanhar de mulheres missionárias que, mesmo não pregando, estavam com Ele e os seus discípulos. Elas o seguiram desde a Galileia para cuidar de suas necessidades (Mt 27,55).

O cristianismo começou com homens e mulheres missionárias, já que ser missionário não significa apenas pregar a Palavra, mas levá-la e ajudar a levá-la. As mulheres estavam firmes na caminhada, ao pé da cruz e na Ressurreição de Jesus. Na sua morte, entre as mulheres, estavam Maria Madalena, Salomé, Maria, mãe de Tiago, de José, de Simão e de Judas. Os filhos desta Maria missionária eram chamados de Irmãos de Jesus. Mas não era a Maria de José, a Mãe de Jesus.  Há uma confusão nos Evangelhos (Mt 13,55), mas ela se desfaz em outras passagens quando se atribui aos mesmos um outro pai: Alfeu. Então havia uma Maria de Alfeu e uma Maria de José, esta a Mãe de Jesus. As duas missionárias. É impensável que Jesus tenha chamado essas mulheres para a missão sem ter convocado Maria. Até porque viveram juntos mais de trinta anos e Maria estava firme ao pé da cruz, como em todos os momentos importantes da sua vida.  Estava presente quando o Espírito Santo veio sobre os apóstolos e as outras mulheres.  Nossas Igrejas ensinam que o Espírito Santo não vem apenas para os pregadores. Os que estavam orando (At 1,14) eram missionários e todos receberam o Espírito Santo. Proclamamos Maria missionária, porque ora com os discípulos e as outras mulheres, age e intercede pelos outros como nas bodas de Caná, não se afastou de Jesus por nada, desde o berço até a cruz, deu todo o seu apoio ao Filho e com Ele pôde contar o tempo todo. Se por anunciarmos Jesus nos chamam de missionários, imaginem Maria!  Alguém amou e entendeu Jesus mais do que Ela?  Entre nós, católicos, outubro, o mês das missões, é também dedicado a ela. Nem podia ser de outra forma.  Ninguém foi tão comprometido com Ele quanto sua Mãe. Acostumemo-nos a Vê-la dessa forma. Perto dessa missionária não há católico nem evangélico que não se curve respeitoso. Se o título de missionário cabe aos apóstolos e a nós, cabe também a Ela.  Com muito mais mérito e razão.

“Proclamamos Maria Missionária, porque não se afastou de Jesus por nada, desde o berço até a cruz”.

Fonte:  Revista Família Cristã.   Autor:  José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho).

Professor  Alcides  Trofini    Pastoral  Litúrgica

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