“Já paguei todos os meus pecados”

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Sempre ouvimos alguém dizer que não precisa se confessar, porque já pagou todos os seus pecados. Dizem isto, por ter vivido algum dissabor, tormenta, contratempo, sofrimentos que tiveram que passar. Frente a isso, julgam não precisar da confissão.

Assumir “não preciso, porque já paguei todos os meus pecados” é assumir uma postura errada frente tudo o que Jesus é para o ser humano. Sequer nos lembramos que Jesus veio para nos salvar e que existe um perdão infinito, que nos cura aos olhos de Deus e nos renova em seu Espírito Santo.

Na verdade, muitos erros são consequências lógicas das escolhas que fizemos, ou seja, o que se planta, colhe; outros erram pela incapacidade que as pessoas têm de administrar a sua própria vida. Existe sim, um perigo de nos tornarmos aquilo que escolhemos.

Devemos sempre avaliar nossos erros, sem medo, sem reservas ou falsidades, assim, podemos prever as possíveis consequências que virão no futuro. E não há dúvida de que pensar nos ajudará a enfrentar com mais serenidade o que vier a acontecer.

Agora como podemos corrigir nossos erros? Uma coisa é certa, não se fazendo de vítima. O caminho para a correção é o arrependimento. Um arrependimento que sai da percepção do erro é uma transformação, uma cura sadia e sanante. Ele nasce da consciência do erro e não do medo, do castigo.

O arrependimento sincero nos acolhe, nos liberta, nos coloca diante da misericórdia de Deus, nos braços do Pai, nos traz vida nova. O Sacramento da Reconciliação nos leva a este encontro. Busque-o sem reserva e seja uma nova criatura, sem perder jamais sua identidade, sua origem, sua vida. Confessar é imprescindível a nossa vida.      

O comodismo faz com que as pessoas assumam os sofrimentos sem mudar nada e se autojustifiquem por meio deles, impedindo assim uma renovação interior que lhes dê a capacidade de ir e não errar mais. Seja livre e diga: Errei, preciso transformar a minha vida.    

Mergulhar em nossos mistérios nos dá a força e a nobreza de quem realmente tem Deus na vida e mesmo diante de qualquer coisa sempre consegue sair vitorioso. Por quê? Porque em Deus, sempre conseguimos fazer a diferença.

Para que ser igual, quando Deus nos fez para sermos fortes e vitoriosos? Pense nisso. Viva e faça a diferença por onde estiver e aonde for. Comece primeiro em você como disse acima, invista, crie, seja livre e ame intensamente as pessoas que vivem com você.

Seja você mesmo protagonista de sua história, não deixe ninguém escrevê-la e tampouco ser o ator principal, apenas permita estar, quem você quiser que faça parte. Assim neste estado de graça, mesmo quando houver tempestades, você sempre terá condições de exalar o amor, a misericórdia, o perfume de Deus, principalmente neste tempo – outubro – dedicado as missões.

Que este mês de Outubro, dedicado às Santas Missões, você comece com um firme propósito de rever sua vida, suas atitudes, seus passos de conversão. DESAFIE-SE! Seja um cristão que faz a diferença em tudo que realiza, mesmo frente suas falhas e fraquezas. Não julgue em primeira instancia, coloque mais em pratica o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como?

Não podemos perder o essencial da vida humana, sua relação com Deus, com o próximo e com a natureza. A necessidade de ser reconhecido na sua identidade (subjetividade) e de pertencer a uma comunidade, ter uma referência de grupo, na qual surgem as diferenças que, muitas vezes, se tornam desafios. 

É na comunidade que aprendemos ser mais solidários e amar aos outros como irmãos. Compete a nós, católicos desenvolvermos trabalhos missionários cada vez mais envolventes e criativos para atingir maior número de pessoas. Somos responsáveis pelo anuncio da Palavra de Deus, onde quer que estejamos.

 

Com as bênçãos generosas de Deus.

Padre Marcelo Ap. Jolli

 

 

 

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