“Este é o dia que Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos (Sl 117, 24)”.

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A Quaresma nos leva ao ápice de nossa fé: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Um tempo intenso e cheio de bênçãos, momento em que mergulhamos no grande plano de amor de nosso Deus: a Páscoa.

Agora serão cinquenta dias vivendo o maior milagre da história, da morte à vida. Jesus tão humano que só poderia ser o nosso Deus, vence a morte e nos dá uma nova vida que durará para sempre: a eternidade.

Faremos um caminho de dor, injustiça, ganância, traição, falsidade, corrupção, lutas, inveja, medo, perseguição, violência que levaram Jesus a morte e morte de cruz. Um gesto, que longe dos olhos da fé, pode ser considerado muito violento e injusto a qualquer ser humano.

Uma das mais terríveis formas de punição na Roma antiga, a crucificação, combinava vergonha, tortura, agonia e morte. Era a forma mais horrenda de execução. A pessoa era despojada de suas vestes, de sua dignidade, de sua identidade, era açoitada de forma brutal pelos carrascos com um azorrague, uma espécie de chicote com oito tiras de couro que traziam nas pontas objetos cortantes, pregos e pedaços de ossos, para aumentar ainda mais o sofrimento da vítima.

A violência era tanta que muitos não resistiam, morrendo no local, os que sobreviviam eram levados para a crucificação, carregando suas próprias cruzes pela cidade. Seminus, com a pele e a carne dilaceradas pelo castigo, era um verdadeiro horror. As pessoas cuspiam, atiravam pedras e insultavam os condenados o tempo todo. Era muito exaustivo, e com isso, as quedas eram muitas durante o percurso, a cada tombo eram obrigados a recomeçar sobre o peso do chicote.

Com nosso Senhor Jesus Cristo, não foi diferente “Com a carne e a pele dilaceradas pelas chibatadas com o azorrague, Jesus recebeu na cabeça uma coroa feita com galhos entrelaçados de uma planta com espinhos, que perfuram seu couro cabeludo, provocando fortes dores e sangramento abundante. Em seguida, foi vestido com uma túnica. O tecido, em contato com as feridas abertas, gruda na carne. O braço horizontal da cruz é posto sobre seus ombros e ele é exposto à multidão feroz. Já sem forças, Jesus é rebocado com cordas pelos soldados, num percurso de cerca de 600 metros. Seus passos são arrastados, o peso da trave e a fadiga causam várias quedas, ferindo seus joelhos. Os soldados o agridem, o açoitam e o forçam a prosseguir” (cirurgião francês Pierre Barbet autor do livro: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo).

Um amor sem medida, que frente as quedas, nos ensina a seguir a diante. Quem é este Deus para nos amar tanto assim… Vamos participar intensamente da Semana Santa, não é um tempo para viagens e muito menos visitar parentes é, sim, um tempo de estarmos com o autor da vida. Cristo é autor da ressurreição e da vida, Ele nos liberta de todas as prisões, dá a humanidade à capacidade de escolha, de compromisso, de amor. Este novo tempo litúrgico que adentramos, não é apenas ou de novo a Páscoa, mas sim a vida nova que Cristo ressuscitado traz a cada um de nós. Ele vive verdadeiramente! Aleluia!

            Jesus tem preparado o melhor para nós, sua paixão é a salvação da vida humana. Precisamente para isso ele quis morrer por nós, a fim de que, acreditando nele, vivamos para sempre. Ele quis, por algum tempo, tornar-se o que somos, para que, alcançando a sua promessa de eternidade, vivamos com ele para sempre.

A Páscoa nos alimenta no regaço materno da santa Igreja, formando um só povo e uma só família, adorando a unidade da natureza divina e o nome da Trindade. “Este é o dia que Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos (Sl 117, 24)”.

            A todos uma abençoada e agraciada Páscoa. Vida Nova, pois Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!

 

 

Feliz Páscoa!!!!

Pe. Marcelo Ap. Jolli

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