“Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? ” (Lucas 1, 43)

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Meus filhinhos, neste mês de outubro, dedicado às santas Missões Santa Teresinha, a peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e a Abertura do Ano Mariano em nossa cidade, faz mister comprometermo-nos com o pedido de Jesus: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! ” (MT. 28,18). Notem-se as palavras-chaves desta perícope (trecho) bíblica: “ensinai” – é a evangelização, o querigma geral, o anúncio da fé; “batizai” – é a sacramentalização, é a recepção do sacramento como plenitude da evangelização. Somos missionários natos.

Mas o que é missão? Numa linguagem muito simples, podemos dizer que missão é o itinerário da Palavra de Deus levada pelo missionário, de pessoa para pessoa, de povo para povo. Com a missão a Palavra “CRESCE”.

A Igreja é, por essência, missionária. Segundo a Evangelii Nuntiandi, a Igreja é o fruto querido e primeiro da atividade evangelizadora de Cristo e dos apóstolos. Ela não nasceu para depois se tornar missionária. Ela já nasceu missionária. A sua catolicidade, ou seja, a sua universalidade fundamenta-se, sobretudo, na missão. Ela é universal justamente porque é missionária desde sua origem. Se não fosse missionária, também não seria católica.

Contudo devemos estar atentos às mudanças constantes e velozes em nossa sociedade, nunca se viveu uma rotina tão agitada. Os hábitos de vida vão sendo modificados até por necessidades de trabalho e cada vez, as pessoas convivem menos: pais, filhos, o casal entre si. E assim os laços familiares vão se enfraquecendo, por conta dessa agitação e comunicação virtual exagerada.

Não podemos perder o essencial: a vida humana, sua relação com Deus, com o próximo e com a natureza. A necessidade de ser reconhecido na sua identidade (subjetividade) e de pertencer a uma comunidade, ter uma referência de grupo, na qual surgem as diferenças que, muitas vezes, se tornam desafios.

É na comunidade que aprendemos ser mais solidários e amar aos outros como irmãos. Compete a nós católicos desenvolvermos trabalhos missionários cada vez mais envolventes e criativos para atingir maior número de pessoas. Somos responsáveis pelo anúncio da Palavra de Deus, onde quer que estejamos.

Então não deixe para amanhã o que você pode viver todos os dias: a santidade, a evangelização e o serviço. Busque amar Cristo, o nosso salvador, homem simples e verdadeiro. Seja fiel à sua Palavra, pois Cristo quer contar com você. E nossa Paróquia precisa da sua atitude: ser discípulo e missionário do Reino.

Cuidado! O tempo passa e você pode ficar esperando o amanhã!

Com carinho e a bênção de Deus.
Pe. Marcelo Ap. Jolli

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