ADVENTO…ONTEM…HOJE…  E…  SEMPRE

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Cronologicamente falando, o tempo do Avento, da espera do Nascimento do Senhor, já passou. Mas é sempre bom lembrar que a nossa vida de cristãos conscientes e conscientizados deveria ser marcada por um Advento permanente, para uma preparação voltada para a segunda vinda do Senhor, uma vez que a primeira vinda já aconteceu no Natal. Mas como preparar essa segunda vinda do Senhor se nós cristãos, de maneira geral, estamos vivendo um cristianismo acomodado, de fachada, marcado pelo marasmo religioso, descomprometido e vazio? Quando é que nós, Igrejas vivas, vamos descer do altar do comodismo e ir ao encontro dos nossos irmãos e irmãs carentes, necessitados e excluídos do convívio dos privilegiados?

O que será que o Papa Francisco quis dizer ao afirmar: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças(…)”. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar nossa consciência é que haja tantos irmãos e irmãs nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma Comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: “Dai-lhes vós mesmos de comer”(Mc 6,37)? Não tenha dúvida de que o Papa Francisco escandalizou “alguns” da própria Igreja.  Mas o que será que Jesus quis dizer ao afirmar: “Feliz aquele que não se escandaliza por causa de Mim” (Mt 11,6). Ao longo dos tempos e da própria história, Jesus foi é e será um sinal de escândalo, tanto pela sociedade como por parte de alguns membros de sua própria Igreja.  Nos dias de hoje, será que alguns seguidores de Jesus não estão muito mais preocupados em colocar toalhas finas no altar, cálice de ouro, vestir roupas finas, morar em casas luxuosas, exibir carrões…? E os pobres?. Será que os inocentes, os abandonados e os explorados do mundo atual, de agora, não interrogam nossa fé?.  “Feliz aquele que não se escandaliza por causa de Mim”(MT 11,6).  “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede é Vosso Deus e é Ele que vem para vos salvar”(Is 35,4). Que Deus nos ilumine e nos dê a graça de viver a nossa vida como se fosse um permanente Advento de preparação para viver  as alegrias da “Eterna Felicidade”.

Professor  Alcides  Trofini      Pastoral  Litúrgica

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